Poema do dia

 

Movimento

 

Poeira de cabelos queimados

Em luzes violetas de violetas

Do inverno da guerra que se foi

Hoje verão em noite estrelada

De ovos estalados

Em frigideiras frígidas

Fritando camelo desossado

Os beduínos noturnos vampiros

Acordam ao badalar dos sinos

Badalantes letras musicais

Que flutuam por aí entre estrelas

Que carrego aqui comigo

Na energia elétricamente viva

De vozes que não se calam

Por Hugo Chávez que cale-se

Fala-se, abala-se

Vim aqui para ver e viver

Morre a palavra

Escrito por Mestre Elsiano às 23h31
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A vida, mais uma vez


Escrever é atirar contra a folha sentimentos e pensamentos, tudo e nada. É falar do visto e imaginar algo para se ver, se ouvir; explorar os sete sentidos. É chorar sem derramar lágrimas, rir em silêncio e falar em códigos. Comunico-me, pois vivo, e vivo aqui estou, escrevendo essas frases soltas e falando da vida para os poucos e fieis visitantes do meu blog.

A vida é o tema principal de tudo o que eu escrevo. Tudo que dela faz parte é a matéria-prima para os meus poemas e divagações. Deveria ter me tornado um filósofo? Os meus planos mudaram tanto que nem duvido que um dia isso venha a acontecer! Amo-a da mesma forma que amo a palavra escrita. Ela é tão misteriosa quanto fria e mutante. Ambas são tão parecidas que, para mim, a vida é a escrita. São como gêmeas idênticas!

Enfim... aí segue mais uma divagação... apenas um poema perdido:

A vida é como uma pizza
É montada, cortada em vários pedaços
E consumida...
A pizza pode ser doce ou salgada
Pode ser ruim como jiló
Ou doce como doce de banana
A vida é uma pizza...
As vezes termina em pizza
Sonhos partidos
Ilusões...
Que passam
A cada pedaço consumido
Até a pizza acabar
Assim como a vida acaba

Escrito por Mestre Elsiano às 22h36
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BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos

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