Poema do dia
Movimento
Poeira de cabelos queimados
Em luzes violetas de violetas
Do inverno da guerra que se foi
Hoje verão em noite estrelada
De ovos estalados
Em frigideiras frígidas
Fritando camelo desossado
Os beduínos noturnos vampiros
Acordam ao badalar dos sinos
Badalantes letras musicais
Que flutuam por aí entre estrelas
Que carrego aqui comigo
Na energia elétricamente viva
De vozes que não se calam
Por Hugo Chávez que cale-se
Fala-se, abala-se
Vim aqui para ver e viver
Morre a palavra
Escrito por às 23h31
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